sexta-feira, maio 16, 2008

BLOG DA SEMANA 20 - 16 de Maio de 2008

Bom dia ! Escrevo êste BLOG em S.Paulo, onde ainda me encontro após a cirurgia a que me submeti. Mais de 5 horas de intromissão médica! Mas tudo bem pois sobrevivi... e não tive qualquer incidente durante o procedimento, temor que me fez vir a S.Paulo.
Neste Blog desejo discutir a famosa nova política industrial ensaiada pelo Governo Federal que nada trouxe de realmente estimulante e continua a varrer para debaixo do tapete os verdadeiros problemas que freiam o desenvolvimento do comercio e da industria nacionais.
Creio que não surpreenderei os meus leitores se disser que apenas o setor bancpário e a grande industria em nosso País vão bem; os Bancos porque continuam a serem cevados por esa política idiota do Governo de controlar a inflação pela adoção das mais altas taxas de juros mundiais e a grande industria seja aquela ligada a capitais estrangeiros que recebem influxos de capitais a juros baixos e dispensas de dívidas (como recentemente ocorreu com a Reneau), ou os grandes grupos de capitais nacionais que sempre vigveram em contubernio com as fontes baratas de capital nacionais a juros favorecidos e/ou negativos e com isto, puderam propserar apesar da inflação e dos impostos escorchantes que fazem dos governos dos três níveis no País os verdadeiros usufrutuários da atividade empresarial.
O pequeno e medio empresario "come hoje o pão que o diabo amassou", em parte porque não soubre criar os instrumentos de pressão para ter os seus direitos olhados pelos detentores do poder - os representantes que sempre elegeu para os cargos representativos logo se entrumam com os grande empresariado de quem recebem toda a sorte de benesses e esquecem as suas origens e a defesas dos interesses do setor do qual surgiram.
Quando o Governo fala em financimanetos a juros favorecidos propricoiados pelo BNDES, não menciona que o acesso direto a esta fonte de recursos só é possível para volumes superiores a um cero montante, sendo os montantes inferiores repassados pela rede bancaria associada ao BNDES que cobra juros adicionais nem sempre corretamente controlados, comissões e o diabo a quatro - uma associação de mafiosos.
Quando o governo cria Fundos de desenvolvimento de pesquisas, alguns até que prescidem de devolução, não considera que essa pequena e media industria, de fato o setor mais inovador da nossa economia está asfixiada por dóvidas cuja origem e montante muitas das vêzes ainda se encontra em discussão judicial mas as empresas já estão impossibilitadas de contratar com bancos e com o FINEP por terem os seus nomes inscritos antecipadamente no SERASA e outros organismos, inclusive oficiais, onde se inscrevem devedores em comisso, inclusive aqueles cujos débitos se encontram ainda sub-judice.
Quando houve uma crise bancária o governo prontamente deslanchou o PROEX para favorecer o setor. Agora ignora a necessidade de ir em socorro dessa fração do empresariado nacional, inovador por excelencia, criativo, dedicado e sempre disposto ao sacrificio de seus interesses imediatos em prol da atividade à qual se dedica, sempre sonhadoramente.
O fato inequívoco, no meu entender é que, sem desatar o nó dessa situação da pequena e media empresa, o Governo não obterá frutos de políticas de desenvolvimento que ensaie.
Esta que aí está, não veio para nada e para dizer o menos, secundando a Luiz Carlos Mendonça de Barros (artigo de 16/05/08 na Folha de S.Paulo) é muito pouco em seus objetivos. Diz ele:
"Tenho idéias muito claras sobre o que deve buscar uma política industrial em uma economia emergente como a brasileira. A rpiemira e talvez a mais importante, é a de que nenhuma política industrial tem viabilidade se não respeitar o mercado" E prossegue:
" A segunda lição que a história nos ensina é que a política industrial deve acompanhar a evolução do capitalismo brasileiro. .... E a terceira lição nos ensina que a política industrial deve responder às necessidades do setor privado, eliminando ou reduzindo os principais obstáculos estruturais ao seu desenvolvimento".
Portanto, se o Governo quiser desenvolvimento e inovação, tem que necessariamente contemplar a situação da pequena e média empresa nacional e não ficar a criar "cofrinhos" para continuar a financiar a grande empresa nacional em suas atividades no exterior, perdendo dinheiro entre o juro que irá praticar e custo dos juros internos com que abarrora as "burras" dos bancos no nosso País.
Um vexame observar a impassibilidade e cegueira dos condutores de nossas atividades economicas e finnceiras que devem olhar mas, sem querem ver...
Qundo mencionei os cofrinhos, quis referir ao Fundo Soberano, nova tolice arquitetada pelo Governo para dispor de fundos no exterior livres do controle do Banco Central e com o qual irá financiar a juros internacionais baixos as empresas nacionais que já têm subsidiarias no exterior, enquanto continuará a pagar internamente os juros mais altos do mundo para eniquecimento dos bancos credores, numa aritimética simples, dificil de se compreender. Os paise que têm hoje Fundos soberanos ou são paise como o Chile que criou tal fundo dentro de uma previsão da exaustão futura de seus recursos minerais de cobre e destina tal fundo a capitalizar atividade economica futura após a exaustão, ou são de países grandes produtores de petroleo que sempre tiveram nesse Fundos uma alternativa para aplicação de recursos que não teria em seus proprios países. Mas criar um Fundo Soberano quando a dívida interna do País é imensa como a do Brasil e continuar a pagar esses juros aos Bancos, em vez de saldar a dívida o mais rápido possivel, não parece razoável e lúcido.

terça-feira, abril 22, 2008

BLOG DA SEMANA 17 - 22 DE ABRIL DE 2008

PREZADOS AMIGOS,

Hoje vou apenas comunicar que estarei sustando a postagem dos blogs até meados de maio pois terei de submeter-me a uma cirurgia.
Aproveito esta oportunidade para transcrever artigo do Prof. J. Carlos de Assis cujo pensamento coincide com o meu inteiramente. Ei-lo :
A manada dos insensatos
Por J. Carlos de Assis17/04/2008



Tenho partilhado com um grupo de economistas a convicção de que o Brasil deve restaurar o controle do movimento de capitais e abolir a isenção de imposto de renda para aplicações de estrangeiros em títulos da dívida pública. Até há pouco me surpreendia o fato de que, limitada a alguns anunciados tópicos e fragmentados, a posição contrária, e até aqui vencedora, quase nunca vinha fundamentada em argumentos objetivos apoiados em pura racionalidade, confiando muito mais em sortilégios ideológicos e fetiches da psicologia do investidor.

Agora vejo, finalmente, num grande jornal paulista, um artigo inteiro com o que devem ser os argumentos mais exaustivos para a isenção dos estrangeiros. É da lavra de Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda - lembram-se da hiperinflação? - e agora consultor privado. Sua leitura me reforçou a convicção inicial de que o governo deve, sim, restaurar o imposto sobre aplicações estrangeiras. Os argumentos que expõe são frágeis. Pior, falsificam a posição oposta, ao lhe atribuir o fim exclusivo de contribuir para a valorização do dólar em favor dos exportadores.

É claro que a isenção, por atrair dólares, pressiona por sua baixa. Mas esta não é toda a questão. Devemos perguntar inicialmente que contribuição esses dólares dão para a economia produtiva. Afinal, sua contrapartida em reais apenas engorda a dívida pública, gerando um passivo sem o correspondente ativo, à taxa real mais alta do mundo. Já o montante em dólar fica pendurado nas reservas, gerando uma receita inferior. Quem paga o custo desse desequilíbrio? Naturalmente, o governo, sob a forma de uma dívida pública bruta cada vez mais ascendente e de pressão sobre o superávit primário.

Esse custo só faria sentido economicamente se fosse para cobrir déficits permanentes na balança de conta corrente (os eventuais devem ser cobertos pelas reservas) ou se fosse para pagar em dinheiro, com a contrapartida dos reais, o déficit nominal do orçamento. Entretanto, sabemos que não é assim. Os detentores internos (e externos) dos juros da dívida pública, diante das altas taxas oferecidas - e continuarão altas mesmo que caiam um pouco, mantendo o efeito -, não querem receber em dinheiro que não rende juros. Querem mais títulos públicos, que rendem mais juros. Querem "moeda financeira".

Se temos superávit em conta corrente, a ponto de acumularmos reservas num nível inédito, faz ainda menos sentido atrair com privilégios tributários aplicações externas em títulos. É verdade que, com o esforço que está fazendo para valorizar o real, o Banco Central acabará por liquidar com nossos superávits corrente e comercial. Contudo, isso apenas explicitará a "tonteria" da economia política defendida pelos neoliberais: a isenção atrai dólar, que valoriza o real, que derruba as exportações, que cria déficit corrente, que é coberto pelo dólar atraído pela isenção!



É óbvio que não se pode chamar isso de desenvolvimento sustentável. De fato, é simplesmente insustentável a longo prazo e inexplicável para uma economia que está no ponto de crescer forte com estabilidade, não fosse a insensatez da política monetária e financeira. Tentemos, pois, o caminho inverso: controle de capitais e tributação de aplicações financeiras externas, que desvalorizam moderadamente o real, que restaura as exportações, que geram superávits fortes em conta corrente, o que dispensa o concurso de aplicações externas especulativas para cobrir um déficit que já não existirá.

A defesa da isenção não entra nesses aspectos. Alega que a medida contribuiu para reduzir o custo da dívida pública, o que é falso. Esse custo se reduziu pela combinação da queda da inflação com a queda da Selic. É igualmente falso que tenha contribuído para melhorar o perfil de prazo da dívida. Isso é mera ficção. Em 2002, em plena crise, quando mais precisávamos de uma dívida pública estabilizada, o Banco Central deu liquidez imediata às aplicações internas e externas, independentemente de prazo. Se precisar, para garantir a "confiança" do investidor estrangeiro, fará de novo. Ou não temos um mercado monetário que se confunde com o financeiro?

Há ainda a alegação de que fomos um dos últimos países a dar a isenção fiscal. Isso, aliado à necessidade de não mudar as regras do jogo para não afetar a confiança do investidor, se apresenta como artigo de fé em favor do especulador estrangeiro. Descontado o fato de que nem a China nem a Índia liberaram totalmente seu mercado financeiro, deve-se questionar em que código está escrito que a política fiscal deve ter uma rigidez permanente, independentemente das condições específicas das economias e dos interesses maiores da sociedade?

Ninguém quer tributar o que já entrou. O que se pensa é no futuro. Por outro lado, a comparação de tributações de aplicações financeiras com tributação de exportações físicas é uma aberração. Não há nenhuma garantia de benefício econômico permanente, a exemplo do que ocorre com as exportações, com a entrada de dinheiro especulativo. Ao contrário, como visto acima, há custos fiscais líquidos. Enfim, um dia, sob pressão das circunstâncias, essa isenção vai acabar. E este dia não deve estar longe, se não for pelas razões acima, pelo fato de as medidas recém-adotadas pelo governo para conter a alta do real ainda serem moderadas, sobretudo se a taxa de juros não for reduzida pelo Banco Central.

Afirmou-se também que a isenção tributária ajuda na nossa classificação de risco. Que barbaridade! A propósito disso, e do que se disse antes, já era tempo de os neoliberais caírem na real. A crise americana, que vai tomando uma escala mundial, deve colocar as barbas de molho nos fiéis dogmáticos do mercado. As agências de classificação de risco estão totalmente desmoralizadas, seja pelo baixo risco que atribuíram a aplicações podres, seja pelo alto risco que atribuíram e atribuem a aplicações seguras, como o investimento no Brasil. É hora de abandonar essa manada de idiotas e confiar mais nos poderes discricionários de intervenção do Estado - tal como faz o próprio governo norte-americano.

J. Carlos de Assis é economista, professor e presidente do Instituto Desemprego Zero.

domingo, abril 13, 2008

BLOG DA SEMANA 16 - 13 DE ABRIL DE 2008

Na edição de 9 do corrente do jornal VALOR ECONÔMICO, foi publicado um trabalho do Dr. João Sicsú, Diretor do IPEA, sob o tema : Estratégia de desenvolvimento : símbolos e sociedade. Para começar, ele cita uma frase de Celso Furtado que merece ser transcrita: “Nenhuma questão me obcecou tanto como esta: porque eles encontraram o caminho certo, o do desenvolvimento, e nós, o errado, o do subdesenvolvimento?”
Essa é de fato a pergunta que se faz pertinente a todo instante e que deveria perpassar pelo espírito e consciência dos nossos governantes, assim como está nos nossos espíritos a necessidade da oração diária.
Uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil deve ser composta de três partes, principia o Dr. Sicsú no seu artigo. A primeira é o ponto final, ou seja, para onde se quer levar a sociedade. A segunda, é a trajetória macroeconômica que deve facilitar a chegada ao ponto final. E a terceira, são as políticas públicas que devem objetivar, por um lado, fazer justiça social e, por outro, auxiliar a continuidade do desenvolvimento – por exemplo, políticas educacionais, ambientais, políticas de redução das desigualdades de renda e de riqueza.
Aí vem ele com outra frase preciosa: Uma estratégia de desenvolvimento, entretanto, para ser factível, deve, acima de tudo, emular o imaginário da sociedade, transformando-se em sonho, em utopia e orgulho. Políticas sociais, políticas macroeconômicas, instrumentos objetivos, metas, atores e mecanismos de avaliação devem, de forma inescapável, compor uma estratégia de desenvolvimento, mas se ela não for transformada em sonho que movimente a maioria dos cidadãos permanecerá apenas como uma carta de belas intenções.
A sociedade desejada deve ser sonhada, diz o autor com propriedade. O que faz os sonhos e as atitudes emergirem é a sensação de “unidade rompida”, é a indignação com a falta de alguma coisa idealizada (e desejada) que se contrapões à realidade presente não desejada.
Uma estratégia de desenvolvimento deve, portanto, buscar romper com qualquer tipo de conformismo e mostrar que um futuro melhor é factível através da ação da sociedade.
Indivíduos têm percepções diferenciadas da realidade presente, do passado e do futuro; a forma mais conhecida de aglomerar indivíduos que são e devem continuar sendo seres heterogêneos, com diferentes interpretações de suas realidade, tem sido através da criação de símbolos, sejam que estes surjam de forma espontânea no meio deles, sejam eles criação de suas lideranças.
“Símbolos substituem momentaneamente a realidade desejada mas ainda não alcançada” que prossegue: “ Essa capacidade de absorção social é a magia dos símbolos que permite aglomerar milhões de indivíduos heterogêneos.”
“Em uma estratégia de desenvolvimento, as perspectivas individual e a nacional (e a estadual, acrescento eu) devem caminhar juntas. Enquanto a primeira preserva as diferenças, a segunda une, transforma todos em iguais. Ambas são essenciais. Por um lado, a perspectiva da individualidade reforça a idéia da liberdade que não leva em conta os demais; por outro lado, a perspectiva nacional reforça a idéia de defesa do coletivo que leva, necessariamente, em conta o todo.”
O trabalho do Dr. Sicsú é muito bom e instigante, mas faltou esclarecer a questão levantada pelo Dr. Celso Furtado: porque algumas nações souberam encontrar com seus símbolos e imagens de futuro o caminho do desenvolvimento, enquanto que nós não soubemos encontra este Caminho?
Essa pergunta tem que ser esmiuçada para que desvestidos de toda a culpa, possamos juntos encontrar nossos Caminhos. São os porquês necessários, a começar da avaliação do ensino fundamental que não forma as nossas crianças como seria requerido para se ter uma sociedade informada e dinâmica, passando pela sociedade que não sabe eleger os seus objetivos de curto, médio e longo prazos e por conseqüência elege e indica as suas lideranças ao sabor de influências menos apropriadas para tais escolhas, e chegando-se à falta de símbolos nacionais ou estaduais que expressem os desejos de futuro porque os cidadãos não sabem o que aspirar pela sua falta de formação. E assim chegamos à situação de apatia em que a população tudo aceita, agradecida por migalhas que não pediu mas que recebe com gratidão e surpresa, de lideranças nacionais e estaduais que não se debruçam no estudo e avaliação dos problemas atuais ou futuros e se deixam sempre surpreender, seja pelo aliciamento dos aproveitadores, seja decorrência de sua incapacidade de antecipar situações futuras próximas. E enquanto isto, os detentores do poder se deliciam com as prebendas que também os incensam e anestesiam.
Para não polemizar vamos nos deter aqui. Mas sabemos que as sociedades que prosperaram tinham princípios mais rígidos de conduta social. Tiveram desde seus primórdios preocupação com a instrução dos seus filhos, deram atenção à evolução dos seus costumes políticos e se mantiveram fieis a leis acordadas por eles que não mudaram por décadas, sem se deixarem alterar pelos poderosos do momento. Porque eles encontrama o caminho do desenvolvimento e nós, não?... perguntou o sábio Celso Furtado, que na frase pinçada no início do artido, não respondeu, mas certamente explana muito bem o seu pensamento em várias de suas obras. O que é triste é que ainda não se encontrou o caminho nem em nosso País nem no pobre Piauí e sem objetivos nacionais e estaduais, continuamos pulverizando recursos e os gastando mal, nem mesmo gastando na formação de uma liderança capaz de alinhavar objetivos que possam empolgar as nossas mente e serem capazes de nos fazerem SONHAR !

terça-feira, abril 08, 2008

BLOG EXTRA - semana 15 - 8 de março de 2008

Meus amigos,
Ontem enviei um e-mail para meus leitores deste BLOG transcrevendo artido publicado no jornal Valor Econômico a respeito da perspectiva da crise financeira começada nos Estados Unidos poder repercutir nos paises da América Latina. Vimos que os banqueiros americanos de precataram envolvendo nas suas operações de subprime um grande numero de bancos europeus e talvez até de outros continentes, bem como os chamados fundos soberanos do oriente médio. Agora é o mega investidor Soros, cuja análise é sempre correta quem alerta para uma nova onda de inquietações que poderá surgir após uma curta fase de recuperação que, diz ele poderá durar de 6 semanas a três mêses (observem a precisão dele!), inquietação esta decorrente dos "credit default swaps", operações em que o mundo financeiro aposta ma avaliação da capacidade de uma empresa de saldar as suas dívidas. As operações decorrentes deste tipo de avaliação montam hoje nos Estados Unidos constituem um mercado próprio que Soros estima ter um valor teórico de 45 TRILHÕES de dolares. Eu não sei como funciona tal mercado mas o Soros está dando o alerta e ele sabe onde dormem as andorinhas...
Creio que em vez dos donos do poder estarem a pavonearem que o nosso País está imune à crise, deveriam começar a tomar medidas energicas de contenção de gastos, inclusive os de custeio, acabar com negocios mirabolantes e aparentemente ilegais com a compra da Brasil telecom pela OI em uma transação de para ser realizada é preciso uma lei que altere a legislação atual - e um negocio do vulto de mais de oito bilhões e meio de Reais que necessàriamente estará engordando o patrimônio de pessoas envolvidas nas alterações dos dispositivos legais -, freiar o inicio de obras do PAC ainda não iniciadas porque a crise terá repercussão no nosso País, na medida em que precisarmos renegociar linhas de crédito externo, seja governamental ou de particulares e os Bancos no exterior estiverem fechados para novos negocios, como provavelmente terão que fazer seja por falta de recursos ou por prudência por parte deles. O fato é que o dinheiro nos grandes Bancos americanos estará escasso e que esta situação terá desdobramentos em bancos europeus, asiáticos e no restante do mundo. Estamos em uma crise difícil de dimensionar-se.
A propósito dessa leviandade com que a coisa pública vem sendo tratada, transcrevo artigo do analista político Gustavo de Franco, publicado no jornal "O Estado de S.Paulo" do dia 4 do corrente que merece ser meditado, mas antes desejo indagar aos amigos: qual a importância de saber-se quem foi o autor da divulgação do dossiê que a Presidencia da República mandou elbaorar nos seus arquivos (pois era lá que as informação estavam e portanto só pessoa autorizada poderia elaborar as planilhas) quando a confecção a destempo de tal levantamento já suscita dúvidas quanto às intenções reais das autoridades que liberaram a sua confecção? E´a inversão dos fatos! Não se quer saber quem disponibilizou as planilhas e sim a intenção criminosa de quem as mandou confeccionar e cujo responsável precisa ser conhecido da Nação. Transcrevo o artigo que embora um pouco longo, merece ser lido:

São Paulo, sexta-feira, 04 de abril de 2008
Esses caras são bandidos?
AUGUSTO DE FRANCO
Há ou não há um padrão? E que padrão é esse senão o do bando que não respeita limites quando estão em jogo seus interesses?
A TRAMA se desenrola no meio político, dominado por uma turma da pesada, cujo chefe mafioso é muito bem-visto pela população em virtude de suas obras de caridade. Mas eis que um investigador de polícia descobre evidências de um crime cometido pelos poderosos. No início, ninguém acredita. Ele é até punido pelo chefe. Mas insiste em puxar o fio. A história vai parar nas mãos de um jornalista corajoso que publica a matéria. Então a coisa toda desmorona. E a população, afinal, enxerga a verdade: os caras eram bandidos. Há dezenas de filmes assim, exatamente com o mesmo argumento. São quase um lugar-comum em Hollywood. Mas não estamos assistindo a um desses batidos filmes policiais americanos. Estamos no Brasil de 2008, em plena "Era Lula", em que de nada adianta a publicação -nem de uma, nem de cem evidências- de crimes cometidos pelo governo. Todavia, aqui seria possível concluir que os caras são bandidos? No nosso mundo real, a turma da pesada é do PT. Mas, curiosamente, o PT tem menos bandidos -no sentido criminal do termo- do que a maioria dos outros partidos brasileiros. Entretanto, no sentido social da palavra -aquele sentido a que se referia Eric Hobsbawm no interessante ensaio que publicou no final dos anos 70 sobre os "Rebeldes Primitivos"-, não há como fazer nenhuma comparação: o PT é um partido de bandidos. Calma lá, litigantes de má-fé! Com isso não quero dizer que a maioria, uma parte ou todos os filiados e militantes do PT são bandidos (no sentido criminal do termo). Quero dizer que o PT é presidido por uma lógica ou uma racionalidade própria dos bandos. E que não é à toa que tenha se formado a partir do movimento sindical. Sim, o sindicalismo, sobretudo se partidarizado, é uma forma branda de banditismo: subordina o sentido público ao interesse particular de uma corporação e não mede conseqüências para prover a satisfação de um grupo privado em detrimento do bem-estar geral. É exatamente o que o PT, como bando, faz: privatiza partidariamente a esfera pública. Na nossa política, claro, há de tudo, inclusive bandidos comuns (embora sejam minoria), bandos locais ou regionais (ou "caciquias", às vezes coronelistas, montadas em torno de pessoas e famílias) e bandos políticos (formados com base em uma causa). Os dois primeiros tipos são endêmicos na velha política brasileira. O terceiro só emergiu, em toda sua plenitude, com a vitória eleitoral de Lula. A democracia convive com todas essas formas de banditismo, da criminal à social, ora fazendo valer a lei, ora gerando consensos sobre o que é ou não é socialmente aceitável. O problema existe quando as coisas se misturam e um bando social, chegando ao poder, se alia a bandidos comuns (no sentido criminal) e às "caciquias" tradicionais clientelistas, instaurando outro tipo de banditismo: o de Estado, que tanto pode cometer crimes no varejo (sob o perigosíssimo manto da impunidade) quanto perverter a política e degenerar as instituições no atacado. É a via Putin. Contra essa eventualidade, porém, a democracia não tem proteção eficaz. Não se retira o direito do PT de constituir-se como um bando social a partir de uma causa, mesmo que essa causa seja -na verdade- apenas ficar no poder o maior tempo possível. O problema é que, ao montar aparatos ilegais de poder na própria Presidência da República, esse pessoal "atravessou o corguinho" (como se diz lá no interior de Minas). Para ficar só nos megaescândalos, o caso Waldomiro-Dirceu foi a primeira evidência. O mensalão, a segunda. A quebra do sigilo do caseiro Francenildo, a terceira. A produção do falso dossiê contra Serra, urdida por homens da cozinha do presidente, a quarta. E agora veio a quinta: a investigação, sem nenhuma denúncia ou fato determinado, dos gastos oficiais com Ruth e Fernando Henrique Cardoso para produzir um novo dossiê com o qual o governo pretendia chantagear a oposição ou impedir que ela requeresse legalmente a investigação das -aqui, sim, fartas- evidências de uso criminoso dos cartões corporativos da Presidência por familiares ou auxiliares diretos de Lula. Há ou não há um padrão? E que padrão pode ser esse senão o do bando que não respeita limites quando estão em jogo seus interesses? As oposições permitiram que chegássemos a esse ponto e que se instalasse o banditismo de Estado no Brasil. Foram deixando a coisa avançar, imaginando que os caras eram "players" normais do jogo político. Como se vê, não são.
AUGUSTO DE FRANCO, 57, analista político, é autor, entre outras obras, de "Alfabetização Democrática". Foi conselheiro e membro do Comitê Executivo da Comunidade Solidária durante o governo FHC (1995-2002).www.augustodefranco.com.brOs artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

segunda-feira, março 31, 2008

BLOG DA SEMANA 14 - 31 de março de 2008

COMENTANDO O MOMENTO: E´ interessante vermos a sra. Ministra Chefe da Casa Civil afirmar de público que não tem tempo a perder para comparecer ao Congresso Nacional e depor sobre a questão dos cartões corporativos. Eu acredito que todo funcionário público está obrigado a atender a convocações do Congresso, ainda que seja para pura perda de tempo; ademais, seria ocasião para que alguém de alto nível do executivo explicar ao povo, explicando ao Congresso, porque um Ministro apanhado com a utilização indevida do dito cartão, apenas informa haver devolvido os valores inadequadamente utilizados, quando deveria ser processado por peculato que é a figura delituosa tipificada pelo ato, no meu entendimento.
Também digno de observação é a propalada popularidade do Presidente Lula em alta continuada quando os acertos governamentais não são tão momentosos, com os erros pouco explanados pela a mídia. Nunca esteve tão alta a popularidade do Presidente! E´ como eu costumo dizer, no final os erros dele se transformam em grandes acertos... Como é que pode?
Uma terceira observação se prende à questão dos progressos reais de nossa economia, a progressão do numero de participantes da classe C, o aumento de consumo das classes menos favorecidas, os investimentos objetivando o aumento da produção para atendimento dessa demanda de novos consumidores que chegam a essa nova escala de consumo, aparentando assim que tudo o que vem sendo feito na área econômica está correto.
E apesar disso tudo, no meu entendimento, a política cambial do governo não está certa, os ganhos aparentes das exportações vêm sendo obtidos pela importação de componentes dos produtos exportados industrializados que continuará a consumir divisas, ainda se e quando a entrada de capitais for diminuindo pela piora das condições de atração que o Brasil ainda exerce. Os manufaturados que não consomem componentes importados, os semi-elaborados idem, e os produtos intensivos de componentes importados ainda que oriundos da agroindústria estão com suas exportações em declínio apesar de serem um setor da maior importância para o futuro do País.
Mas como com o grande LULA tudo termina dando certo, vamos ver o que resulta. Embora os potentados da burocracia pátria afirmem que o BRASIL está imune à crise, o Banco Central já vem tomando medidas que visam dar maior proteção ao sistema o que é bom.
ENERGIAS RENOVÁVEIS : somos um país feliz; a natureza dotou-nos de grandes possibilidades em vários setores, grande parte da energia elétrica gerada no País é de fonte hídrica fluvial e decorrente do uso de reservatórios e gravidade para a movimentação das usinas geradoras. Mas apesar dessa dádiva e de haverem sido localizadas amplas reservas de petróleo na área denominada do pré-sal, não devemos governo e iniciativa privada descurar de outras fontes de energia renovável, para as quais a natureza foi igualmente pródiga com o nosso país: de quase todas dispomos de muitas possibilidades. Assim a geração de energia de biomassa, energia obtida da irradiação solar – fotovoltaica -, e energia eólica constituem um elenco de alternativas de geração de energia tanto térmica quanto elétrica para cuja utilização, de fato não se tem feito muito. E menos ainda se tem feito no sentido da produção local dos componentes os quais virão a ser a base de uma nova industria vigorosa e de escala mundial. Até no setor do ETANOL, do que o sr. Presidente se tornou “garoto propaganda” pouco se fez para o desenvolvimento de tecnologias visando à transformação de biomassa em celulose para conversão desta em ETHANOL – neste setor os norte-americanos mantêm a liderança, eles que só fazem um etanol de baixo rendimento a partir do milho. No setor de energia eólica o Ceará é o Estado que apresenta o maior volume de produção e na sua capital, no porto do Mucuripe, estão instaladas três torres de geração de energia eólica, creio que para ser um símbolo e convite para os investidores – são três geradores alemães de 1,5 MW de capacidade de geração. Estados Unidos com a GE, Espanha com a Gamesa e a Iberola, Alemanha com a Siemens e a Wobben, para não mencionar muitas outras que já participam ativamente desse mercado, são alguns dos paises que já se destacam nessa corrida de aumento da capacidade de geração de cada gerador, aumento da geração instalada, aperfeiçoamento e liderança na produção dos equipamentos destinados a essa forma de geração de energias. A capacidade instalada de geradores eólicos de energia nos Estados Unidos já alcançou 16.818 MW no final de 2007, ano em que foram acrescentados e fazem parte do total aqui indicado 5.244 MW, ou seja, 45% de aumento sobre o total anterior. No Texas, condado de Scurry, a Enel North América Inc. acaba de completar a instalação de um conjunto de 21 turbinas da marca Vestas (mod. V90 de 3.0 MW cada um). A GE Energy elevou para 6 bilhões de dólares o seu objetivo de investimentos até 2010.
A Iberola tem um projeto de geração de 50 MW de energia solar na área de Aragão, similar ao projeto de 150 MW que já está construindo próximo a Puertollano (Ciudad Real) – serão 864 coletores solares numa área de 245 hectares.
Acordos feitos por empresa norte-americana SUNPOWER Corp. com investidores da Arábia Saudita deverá resultar no aumento de 500 MW anuais na capacidade de produção de células de sílica (polysilicon) para geração de calor e/ou de energia solar. A Força Aérea norte-americana acaba de finalizar a instalação de um conjunto de geração de energia solar de 14 MW na Base Aérea de Nellis que fornecendo 30 Gwh por ano irá representar 25% do consumo anual da Base Aérea.
A firma Tate & Lyle, da Inglaterra, maior grupo na área de açúcares está instalando próximo de Londres um gerador de 65 MW alimentado por biomassa.
Teríamos muitas outras noticias de interesse no setor, mas vou restringir a duas:
China: a China planeja até 2020 estar produzindo 385 GW de energia hidráulica (partindo dos 130 atuais), 30 GW de energia eólica (a partir dos 2.6 atuais), 30 GW de energia de biomassa (2 GW atuais), gasificação de biomassa 44 bilhões de m3/ano (8 atuais), 300 milhões de m2 de painéis solares para a geração de água quente destinada à geração de energia (100 atuais), 1,8 GW de energia fotovoltaica (a partir de 0,08 atuais), 10 milhões de toneladas de etanol (1 atual), 2 milhões de toneladas de biodiesel, a partir de 0,05 atuais. Temos aí um plano que realista ou não irá orientar os esforços do País na direção dessas novas fontes de energia e estimular o surgimento de uma industria dos componentes de tais geradores. Ora ingressar num setor onde todos os participantes entram com iguais possibilidades e perspectivas é algo alvissareiro que estamos desprezando.
A Comunidade Européia, aprovou uma Diretiva fixando que até 2020 a parcela de energia renováveis na comunidade deverá corresponder a 20% de toda a energia gerada, com um mínimo de 10% de bio-combustíveis. Tais alvos representarão que para o setor de geração de energia elétrica, os 20% serão de fato 34%.
Um aspecto a assinalar é que a Europa tem desenvolvido enorme potencial de conhecimento para a instalação de “fazendas” de geração de energia eólica no mar em profundidades que já alcançam os 50 metros de profundidade. Os grandes geradores que já atingem 4 e até 6 MW de capacidade e rotores de diâmetro de mais de 100 metros. E nós temos ficado por fora disto tudo! E nem temos um projeto nacional de geração de energia e de desenvolvimento de conhecimento para toda a área. Uma pena!

sábado, março 22, 2008

BLOG DA SEMANA 12 - 22 DE março de 2008

Estamos no final da 12a. semana do ano, portanto já consumimos mais de 20% do ano civil e pouca coisa andou no trato da república que se entreteve combatendo, o governo o fim da CPMF para, ao final descobrir que mesmo sem ela a arrecadação aumentou, enquanto que no restante o governo ficou a espera da aprovação do ORÇAMENTO da União, aprovando por Medidas Provisórias créditos extraordinários, com recursos oriundos de restos a pagar, forma de proceder vedada pela Constituição, tanto pela forma como pela definição de restos a pagar só definidos pelo próprio orçamento... Assim, mais uma vez, estamos num país em que os poderosos ignoram a Lei e nada lhes acontece pela afronta, como no cãs do Caixa Dois que para os políticos, o sr. Presidente da República disse ser normal mas não disse que seria legal pois não o é.
Bristol-Myers Squibb – procura compradores para a sua divisão de alimentos infantis cujo valor estima ser entre 7 e 9 bilhões de dólares. Surpreendente o enorme valor deste negócio !
CONSELHO AOS MEMBROS DA EQUIPE ECONÔMICA
Esta Coluna dedica uma nota com pequenos conselhos aos políticos, governantes e líderes nacionais. Na edição anterior, o espaço foi destinado aos oposicionistas do DEM e do PSDB. Hoje, sugere aos membros da equipe econômica :
1. O discurso de que o Brasil tem reservas suficientes para enfrentar a crise é frouxo. Não há dinheirama que resista a uma crise sistêmica.
2. Se no Brasil tudo é sólido, segundo garante o ministro Mantega, há sólidos que se desmancham no ar.
3. Esbanjamento, cofres abertos, programas superfaturados, ocupação de espaços públicos por grupos partidarizados, loteamento da res publica, emendas personalistas no Orçamento podem fazer a diferença - para pior - em ciclo da crise. O Brasil não pode mais dormir em berço esplêndido.
A coluna Porandubas Políticas, integrante do site Migalhas (www.migalhas.com.br), é assinada pelo respeitado jornalista Gaudêncio Torquato, e atualizada semanalmente com as mais exclusivas informações do cenário político nacional.

ANALISANDO NÚMEROS DO IBGE - A divulgação, na última semana, da pesquisa do IBGE sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007, em 5,4%, motivou uma série de análises sobre a produção industrial e a balança comercial do País.
Um dos dados destacados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) foi a discrepância entre os números do aumento real da indústria da transformação (6%) e do crescimento real do valor adicionado do segmento (4,9%), que cresceu menos que o PIB. O motivo desta disparidade, segundo o instituto, é o crescimento da produção, porém com menor agregação de valor. O quadro pode ser encarado como um reflexo da falta de inovação tecnológica: produzimos mais, porém, sem inovação, os produtos não são competitivos.
Em países de alto crescimento, a indústria puxa o PIB para cima. Aqui, o aumento atual do PIB é baseado, principalmente, no consumo interno. Sem inovação, não teremos como disputar o mercado externo com produtos de alto valor agregado. Na verdade, sem produtos competitivos, em breve não teremos como disputar nem mesmo o mercado interno com os produtos importados.
Há ainda o risco de o Brasil voltar a ser, em breve, deficitário na balança comercial, que hoje é positiva graças ao alto preço das commodities no exterior. Se o País continuar baseando sua política de exportações apenas nas commodities, quando o preço e a demanda diminuírem, a balança comercial sofrerá uma grave reversão.

REPETINDO TRECHO DO BLOG ANTERIOR PARA ESTIMULAR O DEBATE - Entre outros grandes projetos a serem abraçados, citaríamos a construção de adutoras levando água das bacias fluviais e açudes para as áreas onde a água seja escassa, aproveitamento integral da palha da carnaúba para a produção de celulose e eventualmente de álcool a partir desta última, plantio do capim elefante como fonte de combustível alternativo ao longo dos vales úmidos do Estado, piscicultura no delta do Parnaíba que ensejará uma produção de mais de um milhão e meio de toneladas de peixes para exportação, adotando-se o modêlo chileno de criatório em grandes tanques flutuantes (cada tanque de mais de 4o hectares sub-dividido em retângulos de meio ha. cada); entre outras espécies o cat fish que suporta águas de diferentes salinidades poderia ser a espécie cultivada para exportação. O aproveitamento integral da carnaúba daria à zona rural uma estrutura de capitalização que permitiria o avanço de suas outras atividades de eleição.
Vamos debater minha gente e dar um rumo ao nosso Estado! Sair da pasmaceira JÁ!

sábado, março 15, 2008

BLOG DA SEMANA 11 - 2008, 15 de março

EXPORTAÇÕES AFINAL PASSAM A INTERESSAR AO GOVÊRNO - após tantos anos de absoluto descaso pelas exportações o governo acordou! Era preciso a crise norte-americana para o governo entender que precisaria começar a fazer alguma coisa no setor das exportações dos industrializados e semi-industrializados que não utilizando insumos importadfos estão se asfixiando ante o absoluto imobilismo do governo. Como a coisa sempre foi totalmente aparente e não se pode supor ignorância da parte dos condutores de nossas políticas econômicas e de exportação, é de se considerar que até aqui o que aconteceu foi decorrência de propósitos firmemente delineados pelos governantes. Quais os alvos, desconheço pois os danos causados foram enormes. Algumas das providências agora adotadas já teriam sido mencionadas por nós em nossos blogs anteriores, mas somente elas, já não bastam; vamos ver o que vem com essa anunciada promoção das exportações em dispositivo legal que o governo anuncia irá baixar até final do mês.
PREJUIZOS DA BOLHA DOS CRÉDITOS IMOBILIARIOS AVOLUMAM - SOROS ANTECIPOU BEM OS PROBLEMAS - já falam que os prejuízos da crise imobiliária nos Estados Unidos poderão atingir o trilhão de dólares e admite-se que o governo daquele País poderá vir a ter que assumir os débitos ruins, dando assim proteção ao setor bancário. Como Soros antecipou, em artigo que divulguei nestes BLOGS a providencia do setor bancário seria a restrição a novos créditos e maior avaliação dos riscos para fugirem deles. E´ o que está acontecendo. Aqui no Brasil as nossas autoridades continuam dizendo bobagens quanto à blindagem do nosso País a essa imensa crise mundial que está em curso em todo o mundo e não pode passar por cima do Brasil sem atingir-nos.
PARA UMA AGÊNCIA DE FOMENTO DO ESTADO DO PIAUÍ - tive o prazer de ler uma proposta de criação de uma agência de fomento para o estado do Piauí, de autoria da empresa Pádua Ramos Consultores S/S Ltda. que o ofereceu graciosamente às nossas autoridades estaduais. Infelizmente, passados já vários mêses, nenhum sinal de providências no sentido da criação de tal oportuna agência. No marasmo do dia a dia da política estadual, saldam as vantagens pessoais e os ganhos políticos ambos obtidos às expensas dos interesses maiores do desenvolvimento estadual. Faz pena comparar-se a atitude da governança do vizinho Estado do Ceará com a administração do nosso. E´como se os nossos dirigentes vivessem num porão de casa sem qualquer descortínio do panorama que se mostra à frente dela... assim, enquanto o Ceará progride, nós estancamos. O Piauí não tem projeto de futuro e é mais do que tempo da sociedade discutir as nossas oportunidades e aderir, sem distinção de partidos a um projeto estruturante que retire o nosso estado da situação de penuria em que se encontra.
Entre outros grandes projetos a serem abraçados, citaríamos a construção de adutoras levando água das bacias fluviais e açudes para as áreas onde a água seja escassa, aproveitamento integral da palha da carnaúba para a produção de celulose e eventulmente de alcool a partir desta última, plantio do capim elefante como fonte de combustível alternativos ao longo dos vales úmidos do Estado, piscicultura no delta do Parnaíba que ensejará uma produção de mais de um milhão e meio de toneladas de peixes para exportação, adotando-se o modêlo chileno de criatório em grandes tanques flutuantes (cada tanque de mais de 4o hectares sub-dividido em retângulos de meio ha. cada); entre outras espécie o cat fish que suporta águyas de diferentes salinidades poderia ser a especie cultivcada para exportação. O aproveitamento integral da carnaúba daria à zona rural uma estrutura de capitalização que permitiria o avanço de suas outras atividades de eleição.
Vamos debater minha gente e dar um rumo ao nosso Estado! Sair da pasmaceira JÁ!
E não esqueçamos que para que as reservas minerais do SUL do estado possam ser aproveitadas, é preciso que haja uma rede ferroviária ligando a região ao norte do Estado, Teresina e Luis Correa, Teresina como centro de distribuição para os estados vizinhos e o norte do Estado para os embarques marítimos ou o processamento para exportação.
Não esqueçamos a vocação exportadora de Parnaíba e a sua capacidade de desenvolvimento de industrias de transforma de química fina. E´ um patrimônio que não se pode deixar perder.
ZPE - outra aspiração dos parnaíbanos cujo projeto foi encaminhado ao governo do Estado sem que se tenha noticia do encaminhamento dado. A localização de Parnaíba e Luis Correa, a exist^ncia de facilidades de comunicação, rodovias, porto em fase possivel de finlização, aeroporto, existência de facilidades educacionais e outros itens de infgra-estrutura, permitem que essa aspiração seja legítima e possa tomar corpo. Mas é preciso AÇÃO, do contrario perderemos mais esta oportunidade.

sábado, março 08, 2008

BLOG DA SEMANA 10 - de 8 de março de 2008

De regresso eis-me enviando mais uma edição do meu BLOG. Boa Leitura.
GOVERNO TENTA SUBVERTER DEMOCRACIA – as instituições democráticas se consolidaram no mundo a partir da luta dos barões ingleses pela aprovação das leis tributárias e do orçamento do reino: sem orçamento que indique a receita espera de um tributo cuja lei já exista, não há cobrança do tributo naquele ano e o orçamento tem de ser aprovado até o final do ano anterior ao do seu desempenho. O descaso dos nossos congressistas já fez com que o orçamento venha sendo repetidamente aprovado já no decorrer dos primeiros meses do ano seguinte que já é o de sua execução. No regime da Constituição de 1946, o Presidente do Congresso parava o relogio a meia noite do último dia do ano para que o orçamento ainda fôsse aprovado antyes do final, imagem que apenas evidencia a importancia do orçamento ser aprovado no ano anterior àquele para o qual se destina regular. Segundo os princípios gerais de direito aplicáveis, enquanto não aprovado o orçamento, o executivo pode gastar duodécimos das despesas de custeio ocorridas no exercício anterior e para as despesas de custeio do novo ano mas nãoi para investimentos. O executivo vem utilizando o saldo de restos a pagar para fazer despesas de investimento no exercício atual e agora pretende legislar matéria orçamentária por meio de Medidas Provisórias, o que é a subversão total dos poderes da República. Isto não pode ocorrer, como também não pode ocorrer a utilização de restos a pagar do orçamento anterior que só se concretizam como tal, após a aprovação do orçamento para o exercício seguinte.
NOVA REFINARIA DA PETROBRAS – comentam os jornais que a Petrobrás planeja construir uma nova refinaria no nordeste e que esta seria implantada no Rio Grande do Norte. Nós no Piauí, não temos peso político nem planejamento estratégico de qualquer natureza, mas se tivéssemos serias o caso de pleitear-se a instalação dessa refinaria em Parnaíba ou Luis Correa, pois além de termos indicações de ocorrências de petróleo no estuário do Parnaíba, estamos localizados a menos de 60 km de Camocim onde existe exploração de petróleo no mar e a menos de 70 km de Barreirinhas onde existem estudos avançados indicando a existência de reservas petrolíferas de porte e de excelente qualidade. Um dia acordaremos e talvez ainda seja em tempo!
YACON – A MAÇÃ DA TERRA – as revistas especializadas internacionais vêem mencionando essa planta, natural do Peru como uma promissora fonte de alimentação salutar pela sua riqueza em oligofrutose (as raízes dessa planta seriam ricas em beta-1,2 oligofrutose). Considerada uma das plantas perdidas do Império Inca essa planta já era usada para fins alimentícios desde sempre; entretanto pesquisadores japoneses encontraram nela toda importantes nutrientes desde as raízes até as flores. Segundo a publicação já existem plantios dessa espécie vegetal no Brasil e ela produz de 28 a 100 toneladas de raízes por hectare. O nome científico seria Smallanthus sonchifolius.As raízes do YACON armazenam carboidratos, frutose, glucose; 67% da matéria seca do Yacon é constituído de oligofrutose tendo também outras partes da planta indicações de uso, entre outros usos, nos casos de diabetes, mau funcionamento dos rins, obesidade etc....Os açúcares contidos no Yacon não engordam, pois o corpo humano não metaboliza a maior parte dos açúcares que ele contém, além de contribuir para o bom funcionamento dos intestinos, pois eles estimulam as chamadas boas bactérias L. acidophilus e B. bifidum que utilizariam o carbono do Yacon para crescerem e em troca forneceriam vitamina B, enzimas, e alguns ácidos utilizados pelos intestinos.
NOVA SUPER-FRUTA BRASILEIRA – depois do açaí cuja análise inclui em um dos meus blogs, agora é a vez do CUPUAÇÚ fazer grandes notícias no exterior como a nova superfruta da floresta amazônica que os americanos estão dizendo ser “uma farmácia contida em um fruto”. Em uma edição do American Today Show, festeja professor da área, disse que o cupuaçú destrói os radicais livres e tem tão grande poder antioxidante que, literalmente, pode curar qualquer doença que nos afligir, Além de ser saboroso e usado entre nós como refresco, sorvete, componente de chocolates, o CUPUAÇÚ é rico em proteínas e outros componentes fotoquímicos que contribuem de modo eficaz para a saúde perfeita. Os nossos índios já se haviam percebido da opulência do cupuaçu e registra-se entre eles e com essa fruta a primeira experiência conhecida de melhoramento genético, pois a partir de uma planta que produzia frutos de pequeno porte foram promovendo a sua evolução até alcançarem um tamanho bastante aumentado para ele – quase do tamanho de uma laranja. CUPUAÇÚ e AÇAÍ devem, pois ser componentes de nossa alimentação regular... E ainda virá aí o BACURI que não tem como não ser reconhecido como um novo superfruto brasileiro.

domingo, fevereiro 24, 2008

BLOG DA SEMANA 9 -24 de fevereiro de 2008

Estarei viajando pelos próximos 15 dias e assim, a postagem dos meus BLOGS será interrompida no período. Imagino que todos muito lamentarão, não é verdade? Mas o que pode fazer esse mortal pequeno?!
POLICIA FEDERAL– estive lá para tirar um novo passaporte já que o meu expirou e não há mais prorrogação da validade. Fui muito bem atendido embora não tivesse agendado o atendimento, como de preceito naquele órgão. E´que ao procurar agendar, já não havia vaga por todo este mês e como viajo amanhã, o jeito que tive foi eu tentar o já famoso jeitinho brasileiro, que funcionou sem maiores problemas. A PF está muito bem equipada e há alguns dispositivos bem modernos para a assinatura do proprietário do passaporte, tomada das impressões digitais e fotografia. Tudo muito prático. GOSTEI !
OBRIGAÇÕES DA ELETROBRÁS – esse tema está se tornando muito controverso. Essa entidade tem debêntures emitidas, além de ter créditos de seus consumidores industriais registrados em contas correntes cujos extratos ela não fornece e tem também certificados de obrigações emitidos. O resgate em dinheiro ou a conversão dessas obrigações em ações com cotações em bolsa tem sido uma novela sem fim previsível. Até a validade dos títulos para penhora e garantia de passivos que qualquer natureza tem sido recentemente questionada embora o Tribunal Superior de Justiça tenha sempre se manifestado no sentido da aceitabilidade de tais créditos dos contribuintes para efeito de garantias judiciais. O fato é que estamos todos na iminência de vermos direitos creditícios, face à entidade pública, em risco de perderem validade baseada tal perda em várias maquinações. E´ hora de uma tomada de posição!... tanto individual de forma que cada empresa documente melhor os seus créditos, como junto à empresa para que ela transforme tais créditos em ações e no caso de recusa obter-se uma determinação judicial. Como a Eletrobrás é empresa com ações transacionadas na Bolsa de New York ela tem que se sujeitar às regras das Leis americanas e portanto não terá muito que negacear. Mas, agir é preciso!
AUMENTA A IMPORTÂNCIA DA INGESTÃO DE FIBRAS E AMIDOS – aumenta a importância da ingestão de fibras e de amidos resistentes na alimentação tendo em vista a regularidade e a saúde do sistema intestinal. Entre as fibras mais citadas encontra-se o betaglucano e o guar; os amidos resistentes têm sido igualmente usados como fonte das fibras, uns e outras importantes como fatores de fermentação no intestino e de regularidade do seu bom funcionamento, alem de influírem na redução do mau colesterol. Grandes empresas do setor de alimentação como a Procter & Gamble (Metamucil, Fibersure), Novartis (Benefiber), Tate & Lyle (Promitor), entre outras estão na briga por fatias desse mercado que cada dia adquire maior importância.

domingo, fevereiro 17, 2008

BLOG DA SEMANA 7 - 16 de fevereiro de 2008

COMPARAÇÕES ENTRE AMÉRICA LATINA E ÁSIA – artigo do jornalista Andrés Oppenheimer trata de assuntos variados relativos ao nosso continente mas em um dos seus tópicos ele cuida de mostrar algumas diferenças entre a América Latina e a Ásia, pesquisando os porquês do maior progresso de uma região e o pequeno crescimento da outra. Transcrevo o trecho:
“Portanto, eu pergunto: o que é que os asiáticos estão fazendo que os latino-americanos não estão? Para começar, os países asiáticos são guiados pelo pragmatismo e pensam no futuro, enquanto os latino-americanos se norteiam pela ideologia e são obcecados pelo passado.Pouco depois de chegar a Pequim, numa viagem recente, recebi a informação de que altos funcionários do governo tinham dado boas-vindas a toda a diretoria do McDonald?s. Poucas semanas antes, enquanto viajava pela América Latina, soube que o governo Chávez tinha orgulhosamente anunciado uma suspensão de três dias nas atividades dos restaurantes McDonald?s na Venezuela para dar uma lição nas multinacionais. Ironicamente, enquanto a China comunista está fazendo de tudo para atrair investidores estrangeiros, vários países latino-americanos nominalmente capitalistas parecem estar tentando afugentar os investidores.Mas a tendência mais perturbadora para a América Latina é sua estagnação nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Enquanto asiáticos e europeus orientais estão formando uma mão-de-obra cada vez mais qualificada, a maioria dos países latino-americanos não mudou seus ultrapassados sistemas educacionais. Para minha surpresa, descobri que na China as crianças das escolas públicas começam a ter aulas de inglês na terceira série - quatro horas por semana. Poucas semanas mais tarde, perguntei ao ministro da Educação do México em que série os alunos de escolas públicas mexicanas começam a estudar inglês. A resposta: na sétima série, duas horas por semana. Esse fato chocante é apenas um indicador do desafio educacional da América Latina. Entre outros que cito no livro, estão os seguintes:1) Muitos latino-americanos acreditam que suas grandes universidades estatais são excelentes, mas na realidade elas são medíocres. Na classificação do jornal londrino The Times das 200 melhores universidades do mundo constam apenas três latino-americanas - e bem no fim da lista: a Universidade de São Paulo (178º lugar), a Universidade de Campinas (179º lugar) e a Universidade Nacional Autônoma do México (195º lugar). Cerca de uma dezena de universidades da China, Cingapura e Coréia do Sul ocupam lugares bem melhores no ranking.2) À medida que o número de alunos asiáticos nas faculdades dos EUA aumenta, o número de latino-americanos cai. A Índia tem 84 mil estudantes em faculdades americanas; a China, 68 mil; a Coréia do Sul, 62 mil. E a porcentagem de alunos asiáticos subiu 5% em 2006. Já o México tem apenas 14 mil alunos nas faculdades americanas. O Brasil tem 7 mil e a Venezuela, 4.500. Além disso, o número de estudantes latino-americanos caiu 0,3% no ano passado.3) Enquanto os países asiáticos e do Leste Europeu estão produzindo engenheiros e cientistas em massa, a América Latina produz um grande número de psicólogos, sociólogos e cientistas políticos. 4) No mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, um teste padronizado que mede a proficiência em leitura, matemática e ciências de adolescentes de 15 anos, as notas dos países latino-americanos ficaram entre as mais baixas do mundo. 5) Segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, somente 1% de todo o investimento mundial em pesquisa e desenvolvimento é feito na América Latina. Juntos, os 32 países da região gastam US$ 11 bilhões ao ano em pesquisa e desenvolvimento - menos que os US$ 12 bilhões gastos só pela Coréia do Sul.Por que tudo isso é importante? Porque numa economia baseada no conhecimento, como a de hoje, não são as matérias-primas que fazem você rico, mas os serviços, o marketing e os cérebros. Meu exemplo favorito: de cada xícara de café plantado na América Latina que os consumidores compram nos EUA, menos de 3% do preço vão para os agricultores da região. Os 97% restantes vão para aqueles que trabalham com engenharia genética, processamento, desenvolvimento da marca e outras atividades baseadas no conhecimento que ajudam a produzir uma xícara de café.
TRANSFERENCIAS DE RECURSOS DO BRASIL EXCEDEM OS INGRESSOS : em recente artigo do professos Carlos Lessa ele destaca o montante dos investimentos de empresas brasileiras feitos por meio de transferências para o exterior. Em 2006, segundo ainda o Banco Central teriam ingressado no nosso País US$ 22,2 bilhões de dólares no mesmo período em que saíram sob a forma de investimentos brasileiros no exterior US$ 32,3 bilhões. Portanto saíram mais dólares do que entraram. Outra observação necessária de ser feita é que dos investimentos externos ingressados no País naquele ano, mais da metade se destinou ao setor terciário onde preponderaram as aplicações em instituições financeiras locais; já dos “investimentos” nacionais no exterior, apenas US$ 2 bilhões se destinaram a investimentos industriais enquanto US$ 18,7 bilhões se dirigiram a paraísos fiscais tendo, muito provavelmente, retornado ao nosso País como investimento estrangeiro em instituições financeiras pátrias para gerarem um lucro anual isento de imposto de renda acima de 130% do valor investido e ficando inteiramente livres para saírem de volta ao exterior ao menor sinal de incerteza das finanças locais. Isto explica muita coisa que de outra forma não se entenderia. Entre 2003 e 2005, três anos portanto, saíram outros US$ 20 bilhões...
USO DE ADITIVOS ALIMENTARES NATURAIS – é cada vez maior o numero de pessoas que se utilizam de produtos naturais ou seus extratos como prevenção ou uso complementar na prevenção ou cura de doenças das mais diversas. O emprego de tais extratos como suporte para formas de envelhecimento mais saudável é dos mais significativos. Ano após ano, diz uma revista especializada, milhões de pessoas se beneficiaram alcançando aumentos substancias de suas expectativas de vida e em melhores condições. Tal aumento da expectativa de vida se deveu à melhoria das condições gerais de higiene bem como aos cuidados médicos e de prevenção de moléstias. Entretanto, na medida em que as populações envelhecem surgem em maior numero as doenças degenerativas relacionadas com a idade: coração, câncer, diabete, Alzheimer, entre outras. Uma forma de conciliar essas restrições decorrentes da idade é preservar da melhor forma possível a atividade bioquímica característica da idade mais jovem. Embora pesquisas mostrem muitas coisas, as vezes até contraditórias, de um modo geral ela nos conduzem à conclusão de que boa nutrição, assim entendida aquela farta em frutas e legumes, o uso de suplementos dietéticos adequados, pode contribuir para um envelhecimento mais saudável e prevenir muitas dessas moléstias que atormentam as pessoas de maior idade.
Inflamações têm sido identificadas em fenômenos físicos além das artrites, e estão presentes em problemas cardíacos, em alguns tipos de câncer, além de terem sido diagnosticadas ocorrerem também no cérebro, nos casos de Alzheimer. Para preveni-las ou contribuírem para a sua regressão, alguns produtos têm tido indicação, entre os quais, a vitamina E, a vitamina C, polifenóis como os flavonoides, como a rutina, a quercetina, o cúrcumina, a astaxantina, o óleo de peixe Omega-3 e Omega 6, o resveratrol, encontrado nos vinhos, a vitamina D, o licopene, encontrado no tomate, as vitaminas B, e alguns minerais, entre os quais destacaria o selênio. Em outra oportunidade me deterei mais no desenvolvimento do tema onde sou apenas curioso.
E OS CARTÕES CORPORATIVOS ?! – agora as máquinas eletrônicas utilizadas para documentar a presença dos funcionários do Palácio do Planalto, o que se realiza pela inserção de um cartão em máquina eletrônica, a máquina indaga: para crédito ou débito?... O inquérito vai ser demorado e vai ser muito desgastante para o órgão que for apurar a extensão dos abusos perpetrados pelas nossas autoridades e seus dependentes, em quase todos os poderes da república e níveis de governo. E´uma exculhambação generalizada, desculpem-me da crueza da palavra! Mas o brasileiro já perdeu a capacidade de se escandalizar e mais ainda a de reagir. Onde iremos parar, eu não sei com as nossas instituições se desmoralizando ou sendo desmoralizadas de forma sistemática cada vez mais.

domingo, fevereiro 10, 2008

BLOG DA SEMANA 6 - 9 de fevereiro de 2008

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL ANIMAL COM ÁGUA DE CÔCO COMO VEÍCULO – conheci o Prof. José Ferreira Nunes, da universidade Estadual do Ceará há uns dois ou três anos, em um encontro regional de inovação tecnológica. Na ocasião ele me falou do seu invento de produzir água de côco em pó, utilizável no preparo de bebida isotônica, tendo sido identificado pelo professor, no produto, um hormônio natural que demonstrou ser competitivo para utilização na diluição do sêmen em processos de inseminação artificial animal. Ele continua até hoje, pelo que li no jornal O POVO na edição do dia 6 do corrente, à procura de investidor para tocar o seu invento que foi objeto da primeira patente de produto biotecnológico brasileira, outorgada em 1994. Agora o jornal nos dá a notícia alvissareira de que o governo do Estado do Piauí estaria interessado no invento e sua utilização em um centro de biotecnologia que o Estado estaria em vias de estruturar para funcionar na cidade de Parnaíba – outra boa notícia!
ESCRITÓRIOS DE ARQUITETOS ENFRENTAM DESAFIOS DO BOOM IMOBILIÁRIO – segundo a imprensa a construção de edifícios residenciais em Manaus, São Paulo, Ribeirão Preto e em várias cidades do Rio Grande do Sul está obrigando os escritórios de arquitetura a se reorganizarem tanto dotando de estrutura administrativa como de aumento de seu quadro de arquitetos. Só na cidade de S.Paulo foram lançadas 38.500 novas unidades residenciais em 2007 e no período de setembro de 2005 a dezembro de 2007, 25 incorporadoras fizeram ofertas públicas de ações para aumento de seus capitais. Várias dentre elas estenderam atividades para o nordeste, especialmente Recife e Fortaleza.
FIBRA SOLÚVEL – aumenta o interesse do setor de aditivos alimentares pela divulgação das propriedades salutares da ingestão de fibras solúveis para o trato intestinal uma vez que elas promovem a formação do bolo fecal promovendo a regularidade de funcionamento do intestino. O amido do côco babaçu e as fibras de várias de nossas plantas nativas como a do açaí, do caju e tantas outras seriam uma boa sugestão para pesquisas mais aprofundadas.
E O NOSSO JANO, HEM !? – os Ministros põem a mão onde não devem e um deles apenas pede demissão, outros dois devolvem o dinheiro usado de forma inadequada... e não se apura o crime de peculato?

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

BLOG DA SEMANA 5 - 1 de fevereiro de 2008


BRASIL TERÁ ADIDO AGRÍCOLA NAS SUAS REPRESENTAÇÕES DIPLOMÁTICAS – O governo do Brasil vai criar a figura do adido agrícola nas representações diplomáticas do país no exterior, com o objetivo de assessorar embaixadores nas questões que envolvem o ramo agropecuário. A medida foi divulgada ontem (24), em São Paulo, pelo Secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, durante reunião com representantes do setor privado para discutir as prioridades no mercado externo em 2008.
Este funcionário vai auxiliar nas negociações com governos estrangeiros suprindo os embaixadores com informações técnicas, o que dará mais agilidade aos processos e ampliará a capacidade negociadora dos diplomatas, especialmente no que diz respeito às áreas sanitária e fitossanitária e na remoção de barreiras não tarifárias. No caso de suspeita de um problema sanitário, por exemplo, a embaixada terá condições de prestar informações mais rapidamente sobre a real situação, evitando um eventual bloqueio das importações ou removendo uma suspensão mais rapidamente.
Macaúba e pequi para produção de agroenergia
Pesquisa inédita da Embrapa com as duas espécies está no estágio inicial de coleta de raízes, folhas, tronco, frutos e matéria orgânica do solo. A equipe também pretende analisar as perspectivas para obtenção de créditos de carbono, seja pela remoção do CO2 da atmosfera ou pela substituição do uso de energia fóssil.
Uma equipe de pesquisadores da Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal, está visitando áreas nativas de macaúba e pequi no cerrado brasileiro para estimar a produtividade, a época de florescência, a quantidade de cachos e a forma de germinação das espécies que começam a ser estudadas como fonte de matéria-prima para produção de óleo substituto de diesel. A pesquisa, inédita com estas duas espécies, está no estágio inicial de coleta de biomassa radicular e aérea (raízes, folhas, tronco e frutos) e coleta de matéria orgânica do solo. A equipe também pretende analisar as perspectivas para obtenção de créditos de carbono, seja pela remoção do CO2 da atmosfera ou pela substituição do uso de energia fóssil.
A entrada em vigor da Lei que torna obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral, em 1º de janeiro de 2008, e as discussões sobre a competição das culturas das matérias-primas do biodiesel com a produção de alimentos aumentam a importância da pesquisa voltada para a agroenergia. As duas espécies florescem no nosso serrado.
Embrapa CerradosTelefone: +55 (61) 3388.9875

AS FACES DO NOSSO JANO:
“Outro num corpo rostos tinha unidos,
Bem como o antigo Jano se pintava;”
Os Luzíadas, Luís de Camões, (c.VII,v. 48, l.2 e 3)
Jano é a figura mitológica de duas faces que segundo dicionaristas era a divindade que presidia os princípios e os fins, as portas e os portões e por isto tinha duas faces olhando em direções opostas.
Na figura do nosso Presidente vemos orientações e posições conflitantes. Do ponto de vista da orientação financeira do Banco Central temos um governo conservador e que preserva a iniciativa privada, privilegia de forma escandalosa até a atividade bancária e estimula a recuperação dos padrões de gestão de um País moderno. De outro lado vemos um governo que não controla os seus gastos, um ministério heterogêneo e onde alguns dos ocupantes não estariam a altura do cargo seja pela competência seja pelo padrão de conduta, a exemplo da Ministra da Desigualdade Racial, hoje demissionária. Quanto à pessoa do nosso Presidente, vemos nele um político realista mas constatamos a sua admiração por Fidel Castro e Hugo Chavez, a atuação do Brasil quando do plebiscito que reconduziu o Presidente venezuelano ao poder, que não foi imparcial, o apôio do Presidente e do PT ao Foro de São Paulo, entidade a bem dizer subversiva, de composição esquerdista, com sede em S.Paulo cujo funcionamento parece ser estimulado até pelo Presidente.
Todos são pontos que se não pode desconhecer e estão a serem ponderados pelas lideranças de maior tirocínio e capacidade do que eu.
Bom Carnaval !!!!

domingo, janeiro 27, 2008

BLOG DA SEMANA 4 - 26 de janeiro de 2008

LULINHA DIVERSIFICA INVESTIMENTOS – Migalhas (a publicação que recebo e da qual retirei a notícia) agora dá um presente para os jornalistas espertos. Dêem uma procurada nas últimas visitas que um tal de "Lulinha" fez nos últimos tempos nos leilões de gado em Mato Grosso e Goiás. O rapaz, promissor rapaz, compra (e paga) quase tudo que aparece. A preferência é, sabidamente, por vacas mojando. Ao que se diz, o gado é embarcado para as terras de sua propriedade na região do Xingu. Lá, montado num alazão, chapéu Prada e bota Paragon, ele campeia satisfeito, as glórias de novel fazendeiro, alçado que foi pelas inolvidáveis vicissitudes do destino.
NOVOS MEDICAMENTOS PREVISTOS NOS EE.UU. PARA 2008 – com a escassez de novos produtos farmacêuticos saídos das pesquisas realizadas nos laboratórios norte-americanos a expectativa de 5 novos lançamentos neste ano é saudada com certo entusiasmo pela mídia. São eles: o KYNAPID do laboratório Cardiome Pharma´s, para fibrilação atrial e cujas vendas poderão atingir 1,4 bilhões de dólares até 2015 (dois milhões e duzemntos mil americanos sofrem do problema); CORDAPTIVE, do laboratório Merck e que é uma composição de niacina com um outro componente que evita a vermelhidão facial causada pela Niacina – a Niacina é uma vitamina B, usada há muitos anos no combate ao colesterol – além de provocar uma elevação do “bom” colesterol; ACTEMRA do laboratório Roche aplicado na cura da artrite reumatóide, também uma droga com grande potencial de vendas; SUGAMMADEX, ainda sem nome comercial se destina a reverter os efeitos de poderosos relaxantes musculares utilizados em cirurgias e o FDA deu absoluta prioridade à aprovação do medicamento; e, por último o METHYLNALTREXONE, do laboratório Progenics Pharmaceuthicals e seu associado Wyeth nesse lançamento, medicamento que previne constipações intestinais em pacientes usuários de morfina e outros narcóticos empregados na supressão da dor e outra forma de ingestão oral do medicamento, além da forma injetável inicial, está sendo desenvolvida para uso cirúrgico e em pacientes crônicos.
O FURACÃO FINANCEIRO – com este título o grande investidor radicado nos Estados Unidos fez publicar um instigante artigo em jornais do mundo todo, sendo o jornal Valor Econômico o veículo do trabalho aqui no Brasil. Pessoalmente culpo ao financista a grande crise havida aqui no nosso País em 2002, quando ele cacifou lucros mirabolantes no medo financeiro provocado talvez por ele mesmo de uma possível vitória eleitoral de Lula. Mas não se pode negar a ele a grande e competente visão que tem das Finanças e da evolução da economia mundial. Por isto, transcrevo alguns tópicos do artigo, disponibilizando-o, na íntegra, para os meus leitores que o solicitarem. Vamos lá mas infelizmente, sou ruim nos resumos...:

"A atual crise financeira, deflagrada pelo estouro da bolha no mercado habitacional americano, também assinala o fim de uma era de expansão de crédito baseada no dólar como moeda de reserva internacional. Trata-se de um furacão muito maior do que qualquer outro ocorrido desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para compreender o que está acontecendo, precisamos de um novo paradigma. Esse paradigma está disponível na teoria da reflexividade, que originalmente propus, vinte anos atrás, em meu livro "The Alchemy of Finance" (A alquimia financeira). A teoria sustenta que os mercados financeiros não tendem ao equilíbrio. Visões tendenciosas e errôneas entre os participantes no mercado introduzem incerteza e imprevisibilidade não apenas nos preços de mercado, mas também nos fundamentos que esses preços supostamente deveriam refletir. Deixados a seu bel-prazer, os mercados tendem a extremos de euforia e desespero.
Processos de expansão acelerada seguida de colapso brusco são geralmente centrados em crédito, e sempre envolvem um preconceito ou premissa errônea - geralmente a não percepção da existência de um nexo reflexivo, circular, entre a disposição para conceder empréstimos e o valor das garantias. O recente boom no mercado habitacional americano é um exemplo disso.

Mas o atual superboom é um caso mais complicado. Sempre que houve problemas com a expansão do crédito, as autoridades financeiras intervieram, injetando liqüidez e encontrando outras maneiras de estimular a economia. Isso criou um sistema de incentivos assimétricos - também denominado "risco moral" - que estimulou uma expansão cada vez maior do crédito. O sistema foi tão bem-sucedido que as pessoas passaram a acreditar no que o ex-presidente Ronald Reagan denominou "a mágica do mercado" - e que eu denomino fundamentalismo de mercado.
A globalização permitiu que os EUA absorvessem a poupança do resto do mundo e consumissem mais do que produziam, tendo seu déficit em conta corrente atingido a marca de 6,2% do Produto Nacional Bruto (PNB) em 2006. Os mercados financeiros incentivaram os consumidores a tomar empréstimos mediante a adoção de instrumentos cada vez mais sofisticados e termos mais generosos. As autoridades admitiram e estimularam esse processo, ao intervir, sempre que o sistema financeiro mundial esteve em risco.

O superboom escapou de controle quando os novos produtos tornaram-se tão complicados que as autoridades já não eram capazes de calcular os riscos e começaram a basear-se nos métodos de gerenciamento de riscos dos próprios bancos. Da mesma forma, as agências de classificação de crédito passaram a confiar nas informações apresentadas pelos criadores dos produtos sintéticos. Foi uma absurda abdicação de responsabilidades.
Tudo o que poderia dar errado, deu. O que começou com o financiamento habitacional para tomadores com histórico de crédito inseguro alastrou-se para todas as obrigações de dívida colateralizadas (CDO, na sigla em inglês), colocou em risco companhias seguradoras e resseguradoras de bônus municipais e de hipotecas, e ameaçou desmoronar o multitrilionário (em dólares) mercado de swaps de risco de crédito. As alocações de bancos de investimento em aquisições alavancadas converteram-se em passivos. Os fundos de hedge tiveram de abandonar suas posições. Ocorreu, então, uma paralisia no mercado de crédito de curto prazo garantido por ativos e os veículos de investimentos especiais criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços patrimoniais deixaram de conseguir financiamento externo.
A expansão do crédito precisa agora ser seguida por um período de contração, porque alguns dos novos instrumentos e práticas creditícias são irresponsáveis e insustentáveis. Além disso, a capacidade das autoridades financeiras de estimular a economia é limitada pela inapetência do resto do mundo a acumular reservas adicionais em dólares.
Embora uma recessão no mundo desenvolvido seja agora mais ou menos inevitável, China, Índia e alguns dos países produtores de petróleo estão numa contra-tendência bastante vigorosa. Em conseqüência disso, é menos provável que a atual crise financeira provoque uma recessão mundial do que um realinhamento radical da economia mundial, com um declínio relativo dos EUA e a ascensão da China e de outros países em desenvolvimento. O perigo é que as tensões políticas resultantes, entre elas as de um protecionismo americano, possam desestabilizar a economia mundial e mergulhar o mundo em uma recessão - ou algo pior."
Os grifos e negritos são meus mas devemos atentar bem na lição do mestre George Soros que muitos detentores de poderes, em todo o mundo também estão lendo e possivelmente seguindo.
CAUTELA É A PALAVRA DO DIA !

sábado, janeiro 19, 2008

BLOG DA SEMANA 3 - de 19 de janeiro de 2008

Gás Natural abundante no Peru – a empresa REPSOL de capital espanhol e argentino, localiza campo gigante de gás natural no Peru. A perspectiva de mais esta fonte de renda nas exportações do país andino irá contribuir para o aumento das reservas de moedas que já vêm aumentando em decorrência do aumento dos preços internacionais dos produtos da pauta de exportações do Peru. Essa notícia é alvissareira já que iniciada a exploração dessas reservas o Peru poderá ser um fornecedor de gás liquefeito para o nosso País que já então terá, instaladas, as usinas de gazeificação do gás que irá importar liquefeito da Nigéria, da Venezuela ou do Peru.
TREM BALA PARA A ARGENTINA – a firma francesa Alstom estaria firmando contrato com o governo argentino para a construção do primeiro trem de alta velocidade – o TREM BALA – do País e do continente sul-americano.
GREVE É AMEASSA DO FUNCIONALISMO PÚBLICO FEDERAL – é iminente a deflagração de movimentos grevistas no funcionalismo público federal, descontente com a sustação das revisões salariais o que, segundo o governo, seria decorrente da não prorrogação da CPMF. Pelo visto o orçamento da União estava lastreado exclusivamente nessa contribuição provisória. Se a CPMF pela sua finalidade ao ser criada se destinava exclusivamente à saúde, não se compreende que o governo justifique suas diversas ações de sustação de investimentos e das revisões salariais com as quais de comprometera, à falta dessa contribuição provisória, ainda mais quando se sabe que em 2007 houve um excesso de arrecadação equivalente a quase o dobro do que montante com o qual a CPMF contribuiu. Talvez o governo esteja se perdendo e perdendo o horizonte de sua ação governamental. E´ lastimável! Segundo a imprensa, 11.000 servidores do setor jurídico assim entendido os advogados e procuradores da União já estariam em greve, observando o disposto na CLT, de acordo com decisão recente do STF pela qual pelo menos 30% dos efetivos deverão comparecer ao trabalho... mas vai ser uma operação tartaruga gigante!
PREOCUPAÇÃO COM A BÔA DIGESTÃO SUPERA A DO FUNCIONAMENTO DO CORAÇÃO – as vendas de aditivos alimentares para auxiliarem na boa digestão têm tido um aumento superior ao de produtos destinados aos cuidados com o bom funcionamento do coração. E´ o que dizem as revistas especializadas. No final uma coisa complementa outra pois o bom funcionamento dos intestinos deixa de sobrecarregar o coração.
AÇAÍ – a revista FOOD ENGINEERING & INGREDIENTS, traz um interessante estudo sobre a fruta amazônica em referência, que cresce nativa em todos os países da região amazônica, e está merecendo uma grande atenção por parte dos consumidores dos paises desenvolvidos, especialmente na América do Norte. Camila Alexander, da firma belga de consultoria – Nutraventures – é a autora do artigo; ela diz que o Brasil é, possivelmente, o país com a maior história de consumo do produto de uso tradicional e que representa por vezes 40% do total da alimentação das populações da área. Condição para que o Açaí tenha um crescimento como alimento funcional é o maior conhecimento de seus constituintes. Com tal objetivo um consorcio de laboratórios baseados nos Estados Unidos e em Cingapura fizeram um estudo mais aprofundado o qual foi publicado na revista Journal of Agriculture and Food Chemistry (USA), cujo inteiro teor deve ser obtido pelos interessados brasileiros no produto.Eles identificaram na fruta 44% de fibra dietética das quais 52% por peso seriam de carbohidratos. Assim, 100 g de açaí dariam ao consumidor a quantidade diária de fibra dietética requerida. Foi igualmente identificado ácido oléico: em 100 gramas de pó obtido do suco da polpa de da casca da fruta, 32 gr são de gorduras contendo 56% de acido oléico, o que torna o açaí a maior fonte natural conhecida desse importante ácido graxo. Outro achado intrigante para os pesquisadores foi que do total dos esteróis encontrados (0,5 mg/gr do pó seco) 90% se constitui de beta-sitosterol, um fito-esterol ao qual se atribui ser um forte redutor do colesterol. Como antioxidante poderoso, o consorcio que analisou o açaí encontrou grande quantidade de antocianinas, proantocianinas e grande quantidade de outros flavonoides que são mencionados no artigo. Finaliza o artigo sugerindo que um trabalho deva ser feito para o melhor conhecimento do produto e a produção de seus derivados com uma constância de composição para que o mercado do mesmo cresça. Default fears unnerve markets
The turmoil on Wall Street is beginning to rock a foundation of the financial system: the ability of institutions to make good on their many trades with one another. Today, a struggling bond insurer, ACA Financial Guaranty Corp., will ask its trading partners for more time as it scrambles to unwind more than $60 billion of insurance contracts it sold to financial firms but can't fully pay off, according to people familiar with the matter. The contracts were intended to protect Wall Street firms from losses on mortgage securities and other debt they own. The problem is that the insurer itself is teetering -- with repercussions across the financial world. Some of its trading partners, called counterparties, already are writing off billions of dollars because of its inability to pay (Cf. Migalhas International de 18.01).
Essa notícia conta que uma das seguradoras dos contratos de financiamento imobiliário não está podendo pagar cerca de 60 bilhões de dólares que teria contratado com os bancos que fizeram os financiamentos. Isto será outra “paulera” pois vai reverberar enormemente no mercado e as conseqüências poderão ser piores do que o que se está verificando entre os devedores e os seus Bancos pois o seguro visou garantir os Bancos quanto à falta de pagamento dos seus clientes. Me admira a notícia porque, segundo sei, os seguros são ressegurados em empresa especializada onde a maior é a LLOYDS, de Londres, que, por sua vez divide o valor “ressegurado” entre um miríade de seguradoras de todo o mundo, daí que os prejuízos entre todas as seguradoras que integram o seu sistema, estejam ou não nos países em que esteja ocorrendo a falta de pagamento, dividindo assim o risco. Quanto maior o valor “ressegurado” maior o numero de seguradoras nas quais a resseguradora divide os valores e assim, é muito possível que seguradoras brasileiras estejam no rateio.
BUSH PROPÕE MEDIDAS AO CONGRESSO - o Presidente Bush vem de propor ao congresso norte-americano medidas de incentivo às empresas e às pessoas físicas mediante a redução de impostos que representará 1% do PIB dos Estados Unidos, ou cerca de 145 bilhões. O Presidente do Banco Central daquele país comenta que as medidas serão eficazes caso seus efeitos possam ser sentidos no mais tardar até dezembro do ano em curso. A coisa não está bôa pois além dessas isenções os bancos centrais americano e europeus têm liberado empréstimos vultosos e o Citibank conseguiu uma capitalização de países asiáticos e do oriente médio de mais de 15 bilhões de dolares. As cifras são enormes!