BLOG DA SEMANA 20 - 16 de Maio de 2008
Neste Blog desejo discutir a famosa nova política industrial ensaiada pelo Governo Federal que nada trouxe de realmente estimulante e continua a varrer para debaixo do tapete os verdadeiros problemas que freiam o desenvolvimento do comercio e da industria nacionais.
Creio que não surpreenderei os meus leitores se disser que apenas o setor bancpário e a grande industria em nosso País vão bem; os Bancos porque continuam a serem cevados por esa política idiota do Governo de controlar a inflação pela adoção das mais altas taxas de juros mundiais e a grande industria seja aquela ligada a capitais estrangeiros que recebem influxos de capitais a juros baixos e dispensas de dívidas (como recentemente ocorreu com a Reneau), ou os grandes grupos de capitais nacionais que sempre vigveram em contubernio com as fontes baratas de capital nacionais a juros favorecidos e/ou negativos e com isto, puderam propserar apesar da inflação e dos impostos escorchantes que fazem dos governos dos três níveis no País os verdadeiros usufrutuários da atividade empresarial.
O pequeno e medio empresario "come hoje o pão que o diabo amassou", em parte porque não soubre criar os instrumentos de pressão para ter os seus direitos olhados pelos detentores do poder - os representantes que sempre elegeu para os cargos representativos logo se entrumam com os grande empresariado de quem recebem toda a sorte de benesses e esquecem as suas origens e a defesas dos interesses do setor do qual surgiram.
Quando o Governo fala em financimanetos a juros favorecidos propricoiados pelo BNDES, não menciona que o acesso direto a esta fonte de recursos só é possível para volumes superiores a um cero montante, sendo os montantes inferiores repassados pela rede bancaria associada ao BNDES que cobra juros adicionais nem sempre corretamente controlados, comissões e o diabo a quatro - uma associação de mafiosos.
Quando o governo cria Fundos de desenvolvimento de pesquisas, alguns até que prescidem de devolução, não considera que essa pequena e media industria, de fato o setor mais inovador da nossa economia está asfixiada por dóvidas cuja origem e montante muitas das vêzes ainda se encontra em discussão judicial mas as empresas já estão impossibilitadas de contratar com bancos e com o FINEP por terem os seus nomes inscritos antecipadamente no SERASA e outros organismos, inclusive oficiais, onde se inscrevem devedores em comisso, inclusive aqueles cujos débitos se encontram ainda sub-judice.
Quando houve uma crise bancária o governo prontamente deslanchou o PROEX para favorecer o setor. Agora ignora a necessidade de ir em socorro dessa fração do empresariado nacional, inovador por excelencia, criativo, dedicado e sempre disposto ao sacrificio de seus interesses imediatos em prol da atividade à qual se dedica, sempre sonhadoramente.
O fato inequívoco, no meu entender é que, sem desatar o nó dessa situação da pequena e media empresa, o Governo não obterá frutos de políticas de desenvolvimento que ensaie.
Esta que aí está, não veio para nada e para dizer o menos, secundando a Luiz Carlos Mendonça de Barros (artigo de 16/05/08 na Folha de S.Paulo) é muito pouco em seus objetivos. Diz ele:
"Tenho idéias muito claras sobre o que deve buscar uma política industrial em uma economia emergente como a brasileira. A rpiemira e talvez a mais importante, é a de que nenhuma política industrial tem viabilidade se não respeitar o mercado" E prossegue:
" A segunda lição que a história nos ensina é que a política industrial deve acompanhar a evolução do capitalismo brasileiro. .... E a terceira lição nos ensina que a política industrial deve responder às necessidades do setor privado, eliminando ou reduzindo os principais obstáculos estruturais ao seu desenvolvimento".
Portanto, se o Governo quiser desenvolvimento e inovação, tem que necessariamente contemplar a situação da pequena e média empresa nacional e não ficar a criar "cofrinhos" para continuar a financiar a grande empresa nacional em suas atividades no exterior, perdendo dinheiro entre o juro que irá praticar e custo dos juros internos com que abarrora as "burras" dos bancos no nosso País.
Um vexame observar a impassibilidade e cegueira dos condutores de nossas atividades economicas e finnceiras que devem olhar mas, sem querem ver...
Qundo mencionei os cofrinhos, quis referir ao Fundo Soberano, nova tolice arquitetada pelo Governo para dispor de fundos no exterior livres do controle do Banco Central e com o qual irá financiar a juros internacionais baixos as empresas nacionais que já têm subsidiarias no exterior, enquanto continuará a pagar internamente os juros mais altos do mundo para eniquecimento dos bancos credores, numa aritimética simples, dificil de se compreender. Os paise que têm hoje Fundos soberanos ou são paise como o Chile que criou tal fundo dentro de uma previsão da exaustão futura de seus recursos minerais de cobre e destina tal fundo a capitalizar atividade economica futura após a exaustão, ou são de países grandes produtores de petroleo que sempre tiveram nesse Fundos uma alternativa para aplicação de recursos que não teria em seus proprios países. Mas criar um Fundo Soberano quando a dívida interna do País é imensa como a do Brasil e continuar a pagar esses juros aos Bancos, em vez de saldar a dívida o mais rápido possivel, não parece razoável e lúcido.
